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sábado, 28 de agosto de 2010

THE KARATE KID

Karate_Kid_2010Hoje assisti um dos filmes mais divertidos e agradáveis do ano. Até agora nem um outro filme havia me cativado em apresentar uma montanha-russa de emoções do começo ao fim. Nele você tem aventura, ação, drama, artes marciais, filosofia de vida e romance, em resumo: vida. Este é um filme com vida.

Karate Kid marca a melhor, se não única interpretação dramática de Jackie Chan que deu vida a Mr. Han amargurado zelador de um prédio em Pequim. Sendo este apenas um dos aspectos que nos causam gratas surpresas, Mr. Han é um personagem espetacular no filme.

Seguimos então para o protagonista Dre Parker vivido pela revelação Jaden Smith que com todos os méritos consegue carregar o seu sobrenome de maneira excelente. Por vezes crianças atuando erram o tom de suas apresentações, hora sendo exageradas horas opacas e o que se vê em Jaden são multifaces que funcionam muito em cena. Percebe-se que o garoto herdou a “manha” de se dirigir as meninas que seu pai Will Smith também apresenta em seus filmes. As cenas de drama também surpreendem pelas qualidades do garoto. O drama de morar em outro país, com outra cultura e recentemente tendo perdido o pai são ingredientes de sobra para embarcamos na jornada de Dre e sua mãe Sherry (Taraji P. Henson).

A direção de Harald Zwart merece créditos positivos, principalmente por explorar a cidade de Pequim de forma categórica. As cenas mais afastadas em montanhas também são obras de arte. Falar dos quesitos técnicos do filme é falar de algo muito bem pensado e planejado. As cenas de luta e de perseguição também são complicadas e apresentadas de forma convincente.

Karate Kid toca em vários temas atuais e delicados como bulling, recomeço de vida, problemas de comunicação entre pais e filhos, disciplina e determinação para que a superação exista.

O legal de Karate Kid é mostrar a todos que podemos passar por adversidade na vida com garra, vontade e pessoas de bom coração ao nosso redor. Pode até parecer piegas e cliché, porém a maneira cuidadosa que cada personagem foi desenvolvido ao longo do filme consegue nos cativar e é aí que a mágica do cinema acontece:

Quando nos importamos, sentimos e seguimos toda a jornada de cada personagem ao longo do filme de forma intensa é quando um filme cumpriu seu objetivo. É claro que alguns defeitos podem até serem apontados, como o fato do garoto aprender Kung-Fu e Tay-condo ao invés de Karatê, más são os ensinamentos que tomam conta da estória.

Estórias positivas e de superação passaram um tempo em hiato no cinema hollywoodiano e este remake consegue não só trazer de volta este otimismo, mas apresentar um remake quem sabe até melhor do que os originais anteriores.

Trailer

créditos: SonyPictures.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas – Tim Burton

Alice-In-Wonderland-Theatrical-Poster Quando assistimos um filme feito por um grande cineasta, geralmente temos a idéia de que ele deu um toque especial para a estória. Neste caso presenciamos o contrário. Nunca um conto clássico esteve em tão boas mãos quanto Alice no País das Maravilhas. Se tem um cineasta que se encaixa exatamente no “estilo” deste “Conto Sem Fadas”, esse alguém é Tim Burton.
Esta versão de Alice no País das Maravilhas não nos da a clareza necessária de afirmarmos ser a melhor, muito menos a pior de todas já antes produzidas. O mesmo vale para a filmografia interessante e criativa de Tim Burton. Este está longe de ser o seu melhor, muito menos pior filme. A parceria de Burton e Johnny Depp já é conhecida por todos os 6 longas anteriores. Depp fazendo o “Chapeleiro Maluco” trás o habitual carisma e a corriqueira excentricidade que vem colecionando papeis após papeis.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Crítica: Bananas

bananas Retornando a filmografia do gênio Woody Allen chegamos aos anos 70 com a comédia intitulada “Bananas”. É apenas o 4º filme do nova-iorquino como roteirista, terceiro como diretor e primeiro como o Woody Allen que conhecemos. A película marca o nascer de uma série de assinaturas cinematográficas do cineasta: a primeira loira, o primeiro neurótico, as primeiras citações judaicas, a primeira sessão de psicanálise e é aqui que  finalmente presenciamos o nascimento de Woody Allen.
A escolha do título “Bananas” permanece multi-interpretável. Além da fruta a palavra tem o significado informal do adjetivo “louco”. É possível que o uso da mesma tenha sido uma proposital reverência a uma das primeiras obras dos Irmãos Marx os quais Allen mencionou ter sofrido muita influência no período de criação da película. Sempre sarcástico Woody Allen ao ser questionado sobre a razão do título ser este respondeu “…porque não tem bananas no filme”. Sabe-se que o livro Don Quixote, USA. serviu de pesquisa para ele e que o personagem principal era um agrônomo especializado em bananas.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Crítica: Filhos do Paraíso

childrenofheavenposterc Muitas vezes o cinema é complicado e perde a beleza da simplicidade. Muitas vezes o cinema é simplório em demasia e perde em explorar algo mais. Bem no meio desses extremos encontram-se raras películas onde aquilo que pode parecer simples nos conquista revelando sua grandeza. “Filhos do Paraíso” é um filme maravilhoso por retratar a vida complicada de duas crianças e apenas um par de sapatos.

No filme o pequeno Ali perde os sapatos de sua irmã Zahra e ambos tem medo de contar a mãe doente e ao pai, um duro trabalhador. A pobreza é retratada de maneira realista e sem estereótipos, fator pontual para a película apresentar uma estória simples e que consegue nos tocar. Ao revezarem o mesmo par de sapatos os irmãos lutam contra o tempo, pois estudam em turnos distintos e o garoto a tarde sempre chega atrasado no colégio, complicando seu aprendizado. As complicações que eles enfrentam contribuem para dar uma emoção a mais na trama.

O companheirismo apresentado por esses belos irmãos deveria servir de exemplo para muitas famílias que brigam por besteira. Pode soar piegas, mas as crianças de “Filhos do Paraíso” nos ensinam muitas coisas.

O renomado diretor iraniano Majid Majidi conduz a trama de forma muito bem dosada. As escolhas de ângulos são cuidadosos e criam cenas belíssimas como a corrida do jovem Ali em busca do terceiro lugar e os peixes sarando seus pés calejados. É pura poesia em cena. “Filhos do Paraíso" é o melhor do cinema iraniano. Vale lembrar que a película foi indicada ao OSCAR de 1999 na categoria melhor filme estrangeiro e concorreu com “Central do Brasil” e o vencedor “A Vida É Bela”.

Ficha Técnica

Título Original: (Bacheha-Ye aseman)

Lançamento: Agosto, 1997.

Produção: Amir Esfandiari, Mohammad Esfandiari.

Direção: Majid Majidi.

Roteiro: Majid Majidi.

Atores: Amir Farrokh Hashemian,Bahare Seddiqi.

País: Irã.

Língua: Persa.

Duração: 89 min.

Gênero: Drama, Aventura.

Cena